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Início » Neurinoma vestibular (schwannoma): sintomas e tratamento
O schwannoma vestibular, também conhecido como neurinoma vestibular ou neurinoma do acústico, é um tumor geralmente benigno e de crescimento lento relacionado ao nervo vestibular. Perda auditiva de um lado, zumbido unilateral e alterações do equilíbrio estão entre as manifestações que podem levar à investigação.
Apesar da palavra “tumor” causar preocupação, schwannoma vestibular não significa câncer. Além disso, receber esse diagnóstico não significa necessariamente precisar de cirurgia.
Alguns tumores podem ser acompanhados. Em outros casos, radiocirurgia ou cirurgia podem ser consideradas. A decisão depende de fatores como tamanho e crescimento do tumor, sintomas, condição da audição, idade e características individuais do paciente.
O schwannoma vestibular é um tumor originado das células de Schwann, responsáveis por envolver e dar suporte às fibras nervosas.
Ele geralmente se desenvolve a partir da porção vestibular do oitavo nervo craniano, o nervo vestibulococlear, relacionado à audição e ao equilíbrio.
Conforme aumenta de tamanho, o tumor pode ocupar o conduto auditivo interno e crescer em direção ao ângulo pontocerebelar, região próxima a importantes nervos e estruturas neurológicas.
Na maioria dos casos, seu crescimento é lento. Entretanto, o comportamento não é igual em todas as pessoas.
Por isso, o tamanho observado em uma única ressonância não conta toda a história. Sintomas, audição e eventual crescimento identificado pela comparação entre exames também são importantes.
Sim. Os termos são frequentemente utilizados para se referir à mesma condição.
É possível encontrar diferentes nomes:
Schwannoma vestibular é atualmente uma denominação mais precisa, porque o tumor se origina das células de Schwann e, na maioria das vezes, está relacionado à porção vestibular do nervo vestibulococlear.
Portanto, encontrar “neurinoma do acústico” em um exame ou conteúdo médico não significa necessariamente tratar-se de outra doença.
Na grande maioria dos casos, não.
O schwannoma vestibular é um tumor benigno e apresenta comportamento diferente de um câncer capaz de produzir metástases para outras regiões do organismo.
Entretanto, benigno não significa que deva ser ignorado.
O tumor cresce em uma região com espaço limitado e próxima a estruturas importantes. Dependendo do seu tamanho e extensão, pode comprometer audição, equilíbrio e nervos cranianos. Tumores maiores também podem exercer compressão sobre estruturas próximas.
Por isso, a importância de um schwannoma vestibular depende principalmente de seu tamanho, localização, crescimento e repercussões funcionais.
Os sintomas podem surgir de maneira progressiva e serem discretos inicialmente.
Entre as manifestações possíveis estão:
Com o crescimento do tumor e dependendo das estruturas envolvidas, também podem ocorrer alterações da sensibilidade da face e outros sintomas neurológicos.
Um ponto importante é que não existe relação obrigatória entre tamanho do tumor e intensidade dos sintomas.
Uma lesão relativamente pequena pode ser descoberta durante a investigação de uma alteração auditiva, enquanto outra pode crescer gradualmente com manifestações pouco específicas.
Pode, mas existem diversas outras causas de perda auditiva unilateral ou assimétrica.
Isso significa que ter perda auditiva de um lado não significa ter um tumor.
O que merece atenção é uma diferença persistente de audição entre os ouvidos, especialmente quando identificada na avaliação audiológica.
Nessas situações, o otorrinolaringologista pode investigar as possíveis causas e, dependendo dos achados, indicar exames complementares.
A audiometria ajuda a caracterizar o tipo e a intensidade da perda auditiva. Quando existe indicação clínica, a ressonância magnética pode ser utilizada para investigar o nervo vestibulococlear e as estruturas relacionadas.
O zumbido unilateral pode ocorrer em pacientes com schwannoma vestibular, mas a maioria das pessoas que apresenta zumbido não possui esse tumor.
O sintoma deve ser interpretado dentro do contexto.
Um zumbido persistente de um lado, principalmente quando acompanhado de perda auditiva assimétrica ou outras alterações otológicas, pode justificar uma investigação mais detalhada.
O objetivo não é associar automaticamente zumbido a tumor, mas reconhecer situações nas quais o sintoma merece avaliação especializada.
Pode provocar alterações do equilíbrio, instabilidade e, em alguns pacientes, tontura.
Isso ocorre porque o tumor se desenvolve em relação ao nervo vestibular, envolvido no equilíbrio.
Entretanto, como algumas alterações acontecem lentamente, o sistema nervoso pode desenvolver mecanismos de compensação. Por isso, um paciente pode apresentar um tumor e não ter vertigem intensa.
Da mesma forma, tontura isolada não é suficiente para suspeitar ou diagnosticar schwannoma vestibular, pois existem diversas causas muito mais frequentes para esse sintoma.
A investigação costuma combinar avaliação clínica, exames auditivos e exames de imagem.
O histórico dos sintomas ajuda a identificar alterações que merecem investigação.
A audiometria permite avaliar a audição de cada ouvido e identificar eventuais assimetrias.
Outros exames podem ser utilizados de acordo com os sintomas e os achados da avaliação.
A ressonância magnética é o principal exame de imagem utilizado para identificar e caracterizar o schwannoma vestibular.
Ela permite avaliar:
A comparação entre ressonâncias pode ser particularmente importante quando a estratégia escolhida é acompanhar o tumor.
Nem todo schwannoma vestibular precisa de intervenção imediata.
De maneira geral, existem três estratégias que podem entrar na discussão:
A escolha não depende apenas do tamanho.
São considerados fatores como crescimento documentado, sintomas, audição, idade, condições clínicas e características anatômicas do tumor.
Por isso, dois pacientes com schwannomas de dimensões semelhantes podem receber recomendações diferentes.
Tumores pequenos e com características favoráveis podem ser acompanhados em pacientes selecionados.
A opção por acompanhar não significa ignorar o tumor. É necessário estabelecer um programa de seguimento.
Durante esse período, podem ser avaliados:
A estratégia também pode mudar ao longo do tempo. Um tumor inicialmente acompanhado pode apresentar crescimento ou alterações clínicas que justifiquem uma nova discussão sobre tratamento.
Com ampla experiência em cirurgias do ouvido e saúde auditiva, o Dr. Fernando Balsalobre oferece cuidado integral em ouvido, nariz, garganta e otorrino pediátrico, unindo técnica, precisão e tecnologia para promover bem-estar.
A cirurgia pode ser considerada quando as características do tumor e do paciente tornam a remoção uma estratégia adequada.
Entre os fatores que participam dessa decisão estão:
Tumores maiores que provocam efeito compressivo sobre estruturas neurológicas merecem atenção particular.
Não existe, porém, um único número que determine automaticamente a necessidade de cirurgia para todos os pacientes.
A decisão precisa considerar o conjunto dos achados.
O tratamento cirúrgico ocorre em uma região anatômica delicada, próxima a estruturas relacionadas à audição, equilíbrio e movimentação da face.
Existem diferentes abordagens cirúrgicas, e a escolha depende principalmente da localização e extensão do tumor, da audição existente e dos objetivos definidos para o tratamento.
Um dos aspectos mais importantes é a relação do schwannoma com o nervo facial, responsável pelos movimentos da face.
Por isso, o planejamento cirúrgico não deve considerar apenas a retirada do tumor, mas também a preservação das funções neurológicas sempre que possível.
Dependendo do caso, o tratamento pode envolver uma equipe multidisciplinar, incluindo otologista/neurotologista e neurocirurgião.
Em determinados pacientes, preservar a audição pode fazer parte dos objetivos do tratamento.
A possibilidade depende de diferentes fatores, como:
A condição da audição deve ser avaliada antes da definição da estratégia, pois ela participa do planejamento.
O nervo facial passa muito próximo à região onde se desenvolve o schwannoma vestibular.
Esse nervo controla grande parte dos movimentos da face.
Conforme as características e o tamanho do tumor, sua relação com o nervo facial pode se tornar mais complexa.
Durante a cirurgia, a preservação da função facial é uma das principais preocupações. Recursos de monitorização neurofisiológica podem ser utilizados para acompanhar a atividade dos nervos durante o procedimento.
O risco individual depende das características do tumor e precisa ser discutido antes do tratamento.
A radiocirurgia estereotáxica utiliza radiação direcionada ao tumor com alta precisão.
Apesar do nome, não se trata de uma cirurgia convencional com incisão.
Em geral, seu objetivo é controlar o crescimento do schwannoma, e não retirar fisicamente a lesão.
Ela pode ser considerada em pacientes selecionados de acordo com fatores como tamanho e crescimento do tumor, sintomas, idade e condições clínicas.
Não existe uma estratégia melhor para todos os pacientes.
De maneira simplificada:
| Estratégia | Objetivo |
|---|---|
| Acompanhamento | Observar o comportamento do tumor sem intervenção imediata |
| Radiocirurgia | Buscar controle do crescimento tumoral |
| Cirurgia | Remover total ou parcialmente o tumor e, quando necessário, aliviar a compressão |
Essa comparação serve apenas para ajudar a compreender as diferenças.
A decisão não deve ser tomada utilizando a tabela isoladamente.
Tamanho, crescimento, sintomas, audição, idade, condições clínicas e relação com estruturas neurológicas precisam ser analisados em conjunto.
O acompanhamento continua sendo importante depois do tratamento.
Quando há tumor residual após uma cirurgia, seu comportamento precisa ser acompanhado por exames de imagem. Mesmo após diferentes estratégias terapêuticas, a ressonância pode continuar fazendo parte do seguimento.
Isso também ajuda a entender por que o objetivo cirúrgico nem sempre deve ser resumido a simplesmente “retirar 100% do tumor a qualquer custo”.
Em situações específicas, o equilíbrio entre controle da doença e preservação de estruturas neurológicas pode participar da estratégia definida pela equipe.
Uma avaliação especializada pode ser importante diante de situações como:
Receber o diagnóstico de schwannoma vestibular não significa automaticamente precisar de cirurgia.
O primeiro passo é compreender as características do tumor, avaliar a audição e analisar os sintomas para então definir a estratégia mais adequada.
O Dr. Fernando Balsalobre é otorrinolaringologista com formação em Otologia e Neurotologia pela Faculdade de Medicina da USP, área dedicada ao diagnóstico e tratamento das doenças do ouvido e das estruturas relacionadas à audição e ao equilíbrio.
Em São Paulo, a avaliação permite revisar exames de imagem e audiológicos e discutir de forma individualizada o acompanhamento e as possibilidades de tratamento do schwannoma vestibular.
O schwannoma vestibular típico é um tumor benigno. Sua importância clínica está principalmente na localização e no possível crescimento próximo a estruturas neurológicas importantes, e não no comportamento metastático característico de tumores malignos.
Não necessariamente. Tumores pequenos podem ser acompanhados em pacientes selecionados. Crescimento, sintomas, audição, idade e outras características precisam ser considerados.
Sim. A apresentação varia e alguns tumores podem ser identificados quando a audição ainda está preservada. A avaliação audiológica ajuda a documentar a condição auditiva e acompanhar sua evolução.
Quando a estratégia é acompanhamento, ressonâncias periódicas são utilizadas para avaliar o comportamento do tumor. Exames de imagem também podem fazer parte do seguimento depois de tratamentos. O intervalo deve ser individualizado.
A avaliação pode envolver otorrinolaringologista com atuação em Otologia e Neurotologia, além de neurocirurgia e radio-oncologia em situações nas quais essas especialidades sejam necessárias.
Com ampla experiência em cirurgias do ouvido e saúde auditiva, o Dr. Fernando Balsalobre oferece cuidado integral em ouvido, nariz, garganta e otorrino pediátrico, unindo técnica, precisão e tecnologia para promover bem-estar.
Médico - CRM-SP 150700 -
Especialidade: Otorrinolaringologia RQE: 68586
Graduado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), o Dr. Fernando Balsalobre é otorrinolaringologista especializado em cirurgias do ouvido e reabilitação auditiva. Possui Fellowship em Otologia e Neurotologia pela FMUSP e atua em hospitais de referência, como o Hospital Vila Nova Star, o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Sírio-Libanês.
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